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    20 november

    Poesia Morta

    Dizia Maiakovski
    Toda e qualquer poesia é a única forma de ver o mundo
    Somos poetas enfim
    Falidos, sem lápis, renome ou contrato
    Mas a inspiração aparece sempre
    Que um amigo consegue te ler
    Sem que se pronuncie uma palavra sequer.
    Entende a linguagem única do estranho dialeto
    Que falam os nossos atos e emoções
    18 juli

    Corta o cabelo e faz a barba!

    Tarde de sol, mas faz frio no Fundão. Os óculos escuros são ineficazes em mascarar tanto o arrebol quanto o mar tormentoso que se abre em meus olhos. Fico parado contra o sol, pouco me preocupo em distinguir os sons que me se cercam, os rostos ao meu redor não mais importam, sinto o vento cortando meu rosto, a vida volta a fazer sentido, minha mente voa ao longe, finalmente livre! Férias! Tudo começa a dar certo de novo. Fim de mais um período. O último deles. O começo do fim. O fim do começo. Penso em fazer especialização em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial (Buco, pros íntimos), mas isso é mais pra frente. Hoje não quero pensar em nada. Se bem que consegui me inscrever na eletiva que eu queria. Será que é trevas? Será que é boa? Chega. Não vou pensar em nada. Olho o sol, olho o céu, os urubus sobrevoando a ilha, a vista desolada da liberdade que não possuímos, da liberdade que não queremos. Afinal, ninguém merece viver de carne morta. Ou merece? Enfim, penso de novo no futuro que estou prestes a construir. Estomatologia? Implantodontia? Cirurgia? Do grego kheirourgia (kheír, mão + érgon, trabalho)... utilizar as mãos parar tratar de alguém. Parece interessante. Decido puxar assunto com alguém enquanto faço hora neste dia terrivelmente inspirado. E esse telefone que não toca?

    JON - Ah! Consegui me inscrever pra disciplina eletiva que você cursou período passado! Como que funciona? O professor é bom? (Sabe quando essas conversas totalmente despretensiosas te tornam estático e te deixam sem palavras?).
    EGO - Corta o cabelo e faz a barba, se não você ta f***ido. É só isso que tenho pra te dizer
    JON - Errr...
    EGO - ...
    JON - ...
    GRILOS - (cri cri... cri cri...)
    JON - Valeu então. Foda-se

    Qual a importância da aparência? Até que ponto, pode incomodar a aparência de um aluno a um professor? Se somos todos iguais, porque não falamos as mesmas línguas? Uma pessoa se torna mais competente no seu campo porque corta o cabelo e raspa a barba? Dispensa a análise de currículum então! Prova pra que também? Olhou pra você, e te achou feio, nasce de novo filho. Não adianta, você é burro, feio e incompetente, está fadado ao insucesso enquanto não gastar cinco merréis todo fim de semana no barbeiro - passar a se intoxicar com colônia barata.

    Mas saindo um pouco desse âmbito tendencioso (até porque eu só estou vendo o meu lado da questão), fico imaginando. Qual a importância da aparência? (Parte II) O que é você notar que algo te agrada visualmente? O que é capaz de fazer duas pessoas terem empatia? É a forma de se vestir? De sentar? De falar? A combinação do timbre da voz com os trejeitos e expressões? A vibração inconsciente do som dos sapatos contra o piso? A capacidade ou incapacidade de se olhar nos olhos de quem se interage. Tudo é notado, apesar de inconscientemente, quando conhecemos alguém pela primeira vez. Analisando um pouco mais cientificamente (nada muito profundo, você que é meio lento também consegue acompanhar o raciocínio, calma!), basicamente sobrevivemos e interagimos com o mundo externo por sermos seres capazes de ver, de sentir, de tocar, de cheirar, de ouvir o que acontece ao nosso redor. Mas o estranho é pensar que nos só fazemos esse pouco. Como exemplo, há seres que são cegos, centenas de espécies inteiras de animais evoluídos até o ponto de nenhum deles se comunicar pela visão. Mas as cores ainda estão lá. O mundo está lá, porém informações visuais não são utilizadas para a interpretação do mundo ao redor. Aliás, somos bastante falhos em interpretar o mundo ao redor de nós. Qual cor que é o infra-vermelho? Que barulho teria uma música tocada em ondas de ultra-som? Continuo achando tudo isso meio viagem, sempre penso que não são todos os cinco sentidos, e sim apenas cinco sentidos, e que são regulados através de órgãos especializados, conectados através de uma complexa rede de receptores e mediadores químicos, captando ondas e impulsos nervosos, transformando-os em despolarização celular movida a Na+/K+ , conduzindo-os até a máquina central que é uma confusão de células nervosas histéricas dopadas e bêbadas. Somos pretensiosos o suficiente pra achar que o mundo é só isso que nosso corpo consegue captar, ignorando uma infinidade absurda de informação que nos falta recurso para assimilação. Ou faltam-nos os receptores para os outros sentidos, ou definitivamente não temos o programa instalado no HD.

    Embora nossa idéia de tudo o que acontece em nossas vidas é só uma imagem gerada pelo seu cérebro e guardada num órgão que nos possibilita interagir com o meio externo, que por sua vez é uma leitura e reconstrução 3D de diferentes estímulos simultâneos, o que nos diferencia de outras espécies é que temos consciência de nossos atos. Bom, pelo menos alguns de nós.


    Moby - Lift Me Up (Sesto Sento Remix)
    27 mei

    Aniversáriow (Part II)!

    Reza quem é de rezar
    Brinca aquele que é de brincadeira
    Quem é de paz pode se aproximar
    Hoje é festa pr'uma noite inteira
     

    Ói o mapa aí!
     
     
    R. Geminiano Góis, Condominio Paraíso, RUA DO JAMELÃO 42
    Siga o Ponto Azul!
     
     
    25 mei

    Aniversáriow!!!

    Aviso aos navegantes, ói o mapa aí embaixo
     
    Siga o ponto azul! R. Geminiano Góis, condomínio Paraíso, RUA DO JAMELÃO 42! FREGUESIA JACAREPAGUA 16H! 30/05/2009
    Estejam lá!... e se quiserem, leiam os posts abaixo.
    Não aconselho muito, mas como tem maluco pra tudo... vai que cola.
    28 september

    Marketing Pessoal

    Primeiras impressões são as que ficam?
     
    No universo odontológico, qual é o valor de se passar uma imagem confiante para o paciente? Devemos supostamente ser profissionais, impecavelmente limpos, senhores da verdade, responsáveis, simpáticos e finalmente bonitos. Nisso podemos enquadrar o fato de sermos obrigados a estar sempre de roupa branca, arrumados, perfumados, com um sorriso estampado no rosto, agindo da forma mais discreta possível e ao mesmo tendo que marcar presença, impondo nossa conduta ainda que a desejo do paciente, e nunca cometendo gafes. Ainda por cima devemos ter em mente que 99% de nossos clientes simplesmente nos odeiam, por motivos traumáticos ou simplesmente desconhecidos. Enfim, cansativo demais pra qualquer reles mortal. Mas não para nós, seres quase anormais: dentistas.
     
    A principio parece exagero pensar desta forma, mas trocando de posições por um minuto (ou seja, o binômio mercado-consumidor), como eu sendo um cidadão leigo, posso confiar em um dentista com apinhamento dentário? Ou em um nutricionista gordo? Em um político mentiroso? Pois então, (in)-felizmente também fazemos parte de um grupo de profissionais que temos que demonstrar ação, porém sem tempo hábil para darmos alguma explicação. Não nos dão a chance de provarmos a nossa competência antes de passar pelo crivo da nossa primeira aparência.
     
    O sujeito pode até ser um excelente ortodontista, mas se tiver com a unha mal cuidada, a barba mal feita ou até mesmo se não for simpático o suficiente, está fadado ao insucesso profissional. Não tem cabimento eu pagar 3 mil reais pra colocar um maldito aparelho fixo, se meu próprio dentista tem um incisivão torto, meio amarelado que ainda fica pulando por cima do dente ao lado, chamando toda minha atenção! Invento uma diarréia e saio correndo. 
     
    Existem duas classes de profissionais da saúde. Aqueles que são procurados em casos emergenciais – leia-se médicos, cirurgiões, enfermeiros – que no perrengue vai qualquer um que te atenda; e aqueles profissionais eletivos, em que se enquadra a maioria dos dentistas. No mercado atual, dor de dente está perdendo lugar em procura à consultórios dentais para insatisfações estéticas. Ou seja, somos procurados por aqueles capazes de reparar em uma manchinha levemente esbranquiçada que mede cerca de 1,0 mm² na ponta de um dente, ou ainda aqueles que se sentem terrivelmente incomodados por um leve diastema de 0,5 mm.
     
    A rigorosidade com a aparência e conduta dos profissionais vem desse princípio que vos falo: marketing pessoal. Temos que vender o nosso próprio peixe, todos os dias! E com tantos dentistas de fundo de quintal privado por aí, como diferenciar quem realmente sabe o que está fazendo ou não? Além de ter a capacidade material e intelectual de prover aos nossos pacientes todos os tratamentos possíveis, devemos ainda criar um vínculo de confiança com estes logo de cara. Não digo aquela confiança de amigo, de pai-filho, de marido-mulher, que só vem com o tempo e anos de convivência. Digo aquela confiança imparcial que é demonstrada e avaliada a partir do momento em que pomos nossos pés, dentro de um sapato terrivelmente branco dentro da clínica terrivelmente branca, vestidos com um jaleco terrivelmente branco e nos sentamos de cara a cara com o meliante.
     
    Não podemos nos dar o luxo de parecermos sujos, incompetentes nem ao menos desleixados, pois o apelo de nossa clientela é alto. Se bem que... Isso depende de cada um. Há aqueles profissionais que não ligam nada pra isso, muito menos seus clientes. A diferença está no quanto irá ser cobrado de cada um no final das contas. E claro, sua recompensa.

    (Ouvindo "Back to black " - Amy Winehouse)
    31 juli

    HMMC - Gávea, Rio, 31 de julho de 2008, 6:55 AM

    Gringa: Is my ankle really bad?
    Jon: No, it isn’t broken really. You’ll have to take these pills for 5 days only, and then you can get this thing off.
    Gringa: I have some strong painkillers, can I take them?
    Gringo: Oh, shut up pharmacologist. We’re going back to the hotel and get these pills. Can she go swim tomorrow?
    Jon: Hmm… no. Just stay home and rest, ok?
    Gringo: Ah, ok then. Goodbye. You’re a really well dressed doctor, by the way.
    Jon: Doctor? I’m a dentist, man!
    Gringo e Gringa: Ohhhhhhhhh really?! (caretas)
    Jon: Yeah yeah, nobody’s perfect
    Todos: huahuaha
    Jon: (sorriso amarelo pensando: gringo fi'diputa)
    [exeunt]

    (Ouvindo "Please Forgive Me" - Bryan Adams)
    25 juli

    What the hell?!

    Só pra não dizer que não participei do Odontorio (9º Congresso de Odontologia meio que patrocinado pelo Programa de Educação Continuada em Saúde Bucal – Prefeitura do RJ), resolvi então dar as caras por lá no segundo dia. Depois de me perguntar vinte vezes o que tava fazendo ali, quase fingindo sotaque de turista pra tentar achar a entrada do prédio – não saber andar no centro do Rio é inaceitável, finalmente entrei. Deparo-me com uns guichês, com aqueles organizadores de filas quilométricos, embora não houvesse meia dúzia de pessoas ali. Dentro do saguão principal, pior ainda. Senti-me em uma feirinha odontológica onde se vendia de bolsas à fumacinha odorizadora de ambiente (seja lá qual for o nome). Não deu pra levar aquilo muito a sério. Os painéis científicos ficaram confinados há três mini-corredores onde se você quisesse ler alguma coisa do que foi pesquisado, ou ficava na frente de alguém, ou se contorcia na ponta dos pés. O pior é aquela parte: “Pooo, bem legal o painel, muito bom mesmo!” (Traduzindo: “Vem cá, quantos anos você tem? 10? E você JURA que não tinha nada mais interessante pra se falar?”). Bom, falsidades a parte, entro em um cursinho sobre DST e AIDS. O que o sujeito falou em 2 horas, poderia ter se resumido à meia horinha, o resto foi encheção de lingüiça, mas ta válido. Como dizem, de graça até injeção na testa – mas só com agulha de insulina, por favor. Só pra não dizer que o dia foi perdido, teve momentos interessantes ou engraçados como quando ficamos rodando o saguão atrás de brindes e fugindo das atendentes não sei porquê irritadas com a gente. É tão absurdo perguntar se eles nos davam aparelho de DVD de brinde? Saldo do congresso: 2 canetas, 1 agenda, 1 escova, 2 pastas de dente, 3 posters, 1 calendário, 1 corega tabs, 2 coregas (fita), 1 amostra de perfume Dimitri e 1 dia perdido.


    Ah, o show do Lost Forever foi bem legal. Já o do Hangarrr... Olê olê olê AngrA! AngrA!

    Falando no Lost Forever, melhoras para um tal de Hudi Guedes. Agora posso dizer que sou o único amigo que o conheci realmente por dentro! Haha. Bom, deixando a brincadeira de lado, está cada dia mais sendo desmistificado aquele papo que odontologia é uma profissão que exige delicadeza. Parecia uma cena tirada de um filme como The Hostel ou Saw o que fizeram com o rapaz. E sinceramente, adorei!

    Alguém me explica: será que existem realmente coincidências? Ou seriam transmissões de pensamento associadas com um poder psíquico de prever o futuro, embora sem conseguir interpretá-lo adequadamente? Isso tem me intrigado.

    (Ouvindo “Keep On Rising DJ Flavio Lima tribal mix” – Ian Carey)
    12 juli

    Rehab

    Quatro meses.
    Faltam mais alguns tantos.
    Oh gosh!
     
    Roacutan fode a vida de uma pessoa. Só falo isso... Mas foi quase uma lavagem espiritual. Determinação. Combater as tentações mundanas! Vamos sair pra beber? Não! Vamos pra boate? Não, tô tranquilo. Vou ficar por aqui assitindo um filmezinho sessão da tarde pela milésima vez, ta manêro. E falar depois que isso não exige uma cabeça sensata e no lugar? Me surpeendi com esses quatro meses sem porres, sem bebedeiras, sem perder a consciência. Mas vamos lá, rumo à ascessão do marketing pessoal. Ser narcisista custa caro. Às vezes um figado e alguns muitos neurônios.
     
    Cansei de todo mundo falar o quanto a bebida faz mal. Como disse um professor de dentística certa vez: "Se não fosse bom, não viciava". Mas enfim, quem não tem cão cassa com gato. Mas enfim, já que estou numa Rehab alcóolica forçada, vamos abstrair?

    Amanhã tem show do Hangar+Lost Forever+Prelludium. Partiu?
    Metaaal \,,,/_

    Falando em filmes, ontem finalmente criei coragem e vi "August Undergroud's Mordum". Tempo perdido. Um filme chato de galochas, roteiro sem propósito nenhum, cenas mega-nojentas e protagonizadas por personagens quase imbecis (já que são realmente doentes). Se alguém quiser ver um maníaco estuprando um cadáver pelo buraco de onde tirou-lhe as tripas, o corpo de um bebê infestado de vermes, duas gordas se agarrando em vômito antes de serem mortas ou outras cenas totalmente gore/splatter - tudo com um realismo absurdamente repulsivo - ta aí a susgetão. Mas tenha uma lixeira por perto. Vomitar é batata.

    (Amy Winehouse - Rehab)
    22 april

    Síndrome do pânico? Non, merci

    Abro o jornal: 30 pessoas são mortas em tiroteio - só falta sair sangue do papel. Passo na banca de jornal, tarado chupa-dedo estupra nova vítima. Ligo a TV, mulher perde o irmão e a filha mortos "inocentemente" por policiais. Abro a internet, Riobodycount já está em mais de 750 pessoas em 3 meses. Devo sair de casa? Não, pelamordedeus...! Vão querer me esfaquear, estrupar e esquartejar assim que eu virar a esquina, ou então me acertar “por enagno” com 6 tiros de AR15 - arma de guerra que por acaso está na mão de civis-não-civilizados.
     
    O que antes servia como noticiário dos fatos que ocorrem no mundo e na cidade, vira uma máquina de terrorismo e alienação das massas. A mídia de uma maneira geral urge por notícias sensacionalistas e colocam até no New York Times que “a morte no Rio chega mais cedo”. Crianças do tráfico. Inocentes esquartejados. Outras baboseiras mais. Não quero em momento nenhum aqui dizer que nada disso não-acontece, e ignorar os acontecimentos reais da guerra urbana em que vivemos, mas simplesmente prefiro ser alienado por opção.
     
    Sim, sim. Se alguém me perguntar, “Tá sabendo que tão matando muita gente nesse bairro?” fico feliz em responder... “Ué, nunca morri até agora, até mais”. Continuo andando feliz e contente olhando para a lua e estrelas ao invés de ficar com medo da minha própria sombra. Forçam muito a barra todos os dias para que nos sintamos envergonhados de viver em paz de espírito. O que tiver que ser, será. Não adianta mudar o destino.
     
    Voltando pra casa da faculdade já tive o ônibus interceptado por bandidos. Não era de noite. A rua não estava deserta. E eu não estava bêbado. Aquela velha história, you can run but you cannot hide. Se de qualquer maneira a violência chega até você, pra que correr? Então poupo esforços e acendo um cigarro, faço sexo em lugares distantes e ando sozinho à noite. E NUNCA fui assassinado!
     
    Não sou suicida kami-kazi, mas como não adianta tapar o sol com peneira, prefiro passar bronzeador e curtir a praia. O sol sempre vai se pôr pra voltar a nascer, isso é fato.

    Pensamento da semana:
    "Quase virando um clubber"

    CHOPPADA DE FARMÁCIA
    >> 17/05/2007 <<
    VILA ISABEL
    QUASE UMA ULC ENRUSTIDA X)

    (Ouvindo "Hold Me In Your Arms" - Lasgo vs Ian Van Dahl)
    24 maart

    Só faltou o Malleus Malleficarum

    Não sei se foi um soco no estômago, ou algo pior como uma ressaca de Benflorgin, mas que essa semana não precisava ter existido, isso é fato. Sabe aqueles dias que tudo parece dar errado? Acordo com um sono bizarro, mas vou pra aula de dentística mesmo assim. Tenho que refazer tudo já que faltei aula passada, mas enfim, vou razoavelmente bem depois de 3h mexendo num buraquinho. Calor infernal, perco 4 vezes seguidas na sinuca... Algo não está bem, mas deixa pra lá, é só falta de sorte momentânea... ou seria um prelúdio? Chego em casa depois de uma aula incrivelmente tediosa à tarde (não sei se dormi  mais que prestei atenção, mas tinha algo sobre Ionômero de não sei lá o que).
     
    Finalmente anoitece, “seu pai vem jantar hoje”... Parecia uma criança idiota, que vislumbra uma noite feliz prestes a ganhar um presente. Passar uma noite agradável com meu pai depois de tantos anos mentindo pra ele.
    Que nada.
     
    Ele chega, “precisamos conversar”.
     
    3 horas depois me sentia em um verdadeiro tribunal da inquisição. Não contentes em me incriminar por ser quem sou, ser o que penso e o que faço, relembram historias de toda a minha vida, desde a gravidez da minha mãe, coisas que fiz ano passado, amigos que tive na minha infância que já não vejo mais, ser acusado de antipático por uma velha caquética de quem realmente sinto nojo, entre outras milhares de coisas. Drogas, sexo, rock ‘n’ roll. Tudo isso condenado a queimar no mármore do inferno, ou em uma fogueira em praça publica (realmente estava perto). Humilhado pelas minhas irmãs, pela minha mãe e pelo meu pai. O que fazer?
     
    Não sei se ligar o foda-se basta.
     
    Mas não cabe a mim mais ter respeito por eles, já que não tem o mínimo por mim.
     
    Em 4 horas de ‘conversa’ (foi apenas uma conversa pra eles, enquanto pra mim foi um inferno que não sabia o que mais responder, nem o que pensar), todos os meus ‘podres’ (entre aspas sim, já que em sua maioria são hábitos normais) foram postos na mesa, e escatologicamente estudados, repudiados e subvertidos. Tudo é errado, meus amigos são errados, meu modo de vida é errado, o ar que respiro é errado, a roupa que visto é errada, etc, etc etc...
     
    Conclusão de tudo, “Assim que me sustentar, desaparecer”.
     
    Simples, não? Família é um saco. Ponto final.

    (Ouvindo nada, PC não ta mais no meu quarto, sem mp3 por um bom tempo).
    01 maart

    Either way it's suicide

    Ultima semana de férias
    Estou olhando pra lua agora
    E querendo um cigarro... mas enfim,
    Not yet

    Pessoas vêm
    Pessoas vão
    E agora com o orkut
    Pessoas viram um ícone incoveniente na sua bina de 'ultimas visitas'

    Sem muito saco pra escrever, uma leve falta de ar metafórica... preciso deitar-me, deixar-me levar pela batida constante da música que estou ouvindo 'Jump the Next Train' - Young Parisians. A música eletrônica tem essa capacidade de nos levar pra lugares fora da realidade pelo cansaço. Quase uma tortura chinesa, mas que é extremamente e-xxx-citante. Alias, falando nisso outro dia, percebi o quão é preciosa a sintonia entre duas pessoas... como de uma certa forma há uma conexão inexplicável entre dois corpos que se tocam, que não pode ser traduzida em palavras. Às vezes passamos uma vida toda atrás de um relacionamento, conhecendo pessoas novas, mas em menos de um minutos temos a certeza de quando rola uma química diferente. So que como o destino faz uso de drogas pesadas, ele sempre arruma um jeito dos produtos reagentes dessa equação química tenderem a ficar separados. É um piadista esse tal de destino, devia manda-lo pro 'zorra total'. Bom, é isso... noite de lua cheia chegando, e fds promete ser bastante louco.

    (Ouvindo 'Jump the next train' - Young Parisians)
    14 januari

    Ode a Eos

    Um novo dia surge, qual Eos
    e há uma nova página do livro a ser escrita
    Não quero pensar no enredo,
    personagens...,
    diálogos...,
    cenários... tudo isso é composto pelo acaso
    ou, destino... como queira
    Não vivemos um conto de fadas ou lendas gregas
    Vivemos o presente, único instante infinito ao qual a mim so cabe ser aproveitado
    a desfrutar o ardor da vida.
    Sim ou não... decisões são tomadas ao desenrolar da história
    e pode não ser a trama mais interessante a ser escrita
    mas é meu o conto ao menos, minha idiossincrasia refletida em atos, emoções... prazeres.
    Afinal é assim que toda a história acaba!
    E agora re-começo a escrever a minha.
    Que pena ao crepúsculo, desenhe as palavras da minha vida.

    Hoje andando de volta pra casa, percebi a importância dos amigos que temos. Familia, vizinhos, parentes... tudo isso é determinado sem que você ao menos possa dar sua opinião sobre o assunto.  Quem é aquele, de onde vem aquela outra? É algo impossivel de se decidir e escolher. Mas amigos são aquelas pessoas que simplismente quebram a barreira do impessoal e penetram na sua vida por espontânea vontade, cravando seus alicerces profundamente em nós sem que nos dessemos conta disso. Somos eternamente responsáveis pelo que cativamos.
     
    "Tu deviens responsable pour toujours de ce que tu as apprivoisé."
    (Le Petit Prince)

    (Ouvindo 'Strange Machines' - The Gathering)
    05 januari

    King of Loss

    Ano novo, vida igual a da semana passada

    "Na visão de mundo atual, a Ciência tomou o
    lugar de Deus... mas alguns problemas filosóficos ainda nos
    perturbam. Livre-arbítrio, por exemplo. Esse problema está
    na praça desde Aristóteles, em 350 a.C. Santo Agostinho e
    São Tomás de Aquino questionavam "como sermos livres... se
    Deus já sabe tudo o que iremos fazer?" Hoje, sabemos que o
    mundo é regido por leis físicas fundamentais. Essas leis
    regem o  comportamento de cada objeto do mundo. Como essas
    leis são confiáveis, elas viabilizam avanços tecnológicos.
    Nós somos sistemas físicos. Arranjos complexos de carbono e
    de água. Nosso  comportamento não é exceção a essas leis.
    Logo, se é Deus programando isto de antemão e sabendo de
    tudo... ou se são leis físicas nos governando, não há muito
    espaço para a liberdade."
     
    >>> Trecho de Waking Life <<<

    (Ouvindo 'kingdom of Loss' - Pain of Salvation)
    27 december

    Taedet Me

    Tédio pós Natal e pré Reveillon
    ... saco ^^
    21 december

    I hear the sound

    Nossa, mais de um mês que não escrevo
     
    Falta de tempo? Talvez
    Mas agora é passado.

    É engraçado a maneira que o destino acaba por cruzar vidas de pessoas totalmente desconhecidas, entrecruzar e fazer uma verdadeira orgia de caminhos tortuosos, mas que acabam por se unirem a seguir uma unica direção. O fim de tudo isso não sei, mas não deve ser importante. Aquela velha história, não importa o fim, mas o caminho que se toma por chegar. Ah, estou falando de tudo isso porque achei curioso como nesse ultimo mês entraram pessoas em minha vida da forma mais aleatória possível, mas que se tornaram de um certa maneira significantes para mim. Penso naquela teoria de que se conhermos seis pessoas, conhecemos o mundo inteiro por tabela... funcionando não de maneira exponencial (não sou um gênio em matemática, mas isso daria algo perto de 50 mil pessoas so), mas por níveis de amizade. Ah, o orkut prova isso, quantas vezes ja fiquei surpreso em ver 'amigos em comuns' - medo daquilo. A parte mais legal é quando tornamo-nos conhecidos diretos, sem intermediários, sem outras seis pessoas entre nós. Deve ser esse calor infernal ou o algum outro fator momentâneo, mas sinto me feliz depois de anos, em ser sociavel.

    Natal devia ser uma festa a fantasia. Não só de papai Noel (que ja é bastante anti-estética), mas seria interessante declararmos abertamente as outras máscaras que vestimos de uma maneira ou de outra. É bastante complexo delimitar onde acaba a sinceridade do sentimento promovido pela data e sua simbologia, mas francamente, so com muito prozac para sentir-se feliz em uma festa de família onde se há a obrigação de estarem todos 'felizes e contentes', como diz uma amiga minha. Mas pelo menos tem o lado bom. Presentes? Não ligo pra isso, descobri que materialismo não é o meu forte. O lado interessante é exatamente as horas passadas com pessoas que foram impostas na sua vida, verdadeiros etranhos conhecidos, que pouco me interessam a priori, mas que bem ou mal descobrimos serem pessoas comuns. Outro dia passei horas conversando com um primo meu esquecendo o grau de familiaridade que ja foi construido em toda minha existência, sem codigos morais, nada... e descobri que nada difere nele em meus amigos, e passei a tratá-lo como tal. Observar ao redor é importante, mas reinterpretar o que se vê é essencial. ^^

    (Ouvindo 'Multiplatform Paradise' - Dope Stars, Inc)
    03 november

    ... (em 03/11/2006)

    Je voudrais fermer mes yeux...
    ...et rever qui je ne suis pas seul dans ce monde
    21 oktober

    Devia ter ficado em casa...

    Seeeeeeeem citar nomes, por favor.

    Hipocrisia? Falsidade? Sei la...
     
    Por exemplo, um ateu afirma:
    "Pra quê Deus? So serve para os fracos,
    e como ótimas desculpas pras merdas que ocorrem
    Não tem utilidade alguma, etc... etc... etc..."
     
    Agora você o vê, ajoelhado e rezando.
     
    Aaah, foda-se.

    É basicamente uma metáfora do que aconteceu há dois dias, em uma festa da faculdade. Pois bem... começa que o dia não estava muito pra festa. Chuva, frio, o dia inteiro na rua e além disso tinha trocado o aro do aparelho odontológico de aço 16 pra aço 20. "Você deve sentir uma pressão'zinha' levemente mais forte" - diz a minha dentista. Pohaaaa... so foi parar de doer hoje, dois dias depois. Mas enfim, resolvi nesse dia fazer a social. Cheguei em casa umas 6h, me arrumei correndo, e parti. Cheguei la, meio perdido nos confins de Vila Isabel, andando na chuva... caralho onde que é essa merda? Segui o barulho da música. Entrei finalmente. Gente estranha. Encontrei um pessoal surtado ja... Sabe quando você so consegue pensar no 'quiqu'eutofazend'aqui?'. Um dos quadros mais bizarros que vi no começo foi de um nerdzinho feioso perdendo a linha dançando com uma garota la... devia ser irmã dele, so pode. Aaah, amigos da faculdade, me animei... Aaah, musica extremamente ruim... Desanimei de novo. Rodo de um lado pro outro... Converso com algumas pessoas conhecidas... A noite vai seguindo, e a hora demora a passar. Não tava na onda de beber, que merda...  "Menina, tem água?" - "Tem refrigerante, serve?" - "Poha... serve né, fazer o que?". Mais gente estranha pra tudo quanto era lugar que eu olhava. Quando já estava chegando o final da festa, vejo uma certa cena... que até seria normal se fosse com qualquer outra pessoa... Mas não. Era uma CERTA pessoa, fazendo algo que realmente não condiz EM NADA do que ela vinha me dizendo há meses. Achei tudo de uma falsidade tão absurda, que resolvi partir mais cedo antes que me arrependesse mais ainda de ter ido. Agora fica a dúvida. Essa pessoa foi falsa comigo, com ela mesmo ou com quem ela estava? Em todo caso, como não me parece razoavelmente confiável, pelo menos... Mantenho distância.
     
    Devia ter ficado em casa...

    Ou não... a noite valeu pelo pessoal da faculdade. Odontologia UFRJ... Máaaquina na gastação!

    (Ouvindo 'Carolina' - sei lá de quem... minha irmã ouvindo na sala, e eu por tabela =_=')
    15 oktober

    Let's have fun... and have a hangover?

    >>> Acordo morrendo de calor
    >>> Ja são quase 3 horas da manhã
    >>> Troco de roupa desnorteado, volto a dormir
    >>> "-Guitarra, sai da cama e vai pro chão"
    >>> Desligo o computador e tv? Nah... pra que?
    >>> Sonho que perco o carro, que sou abandonado e termino sozinho enquanto todos curtem a rave
    >>> Até o Pedro Taam (saudades do pianista maluco) ia curtir Infected Mushroom
    >>> Acordo novamente
    >>> Headache, Headache, Headache, Headache...!
    >>> ...ou melhor
    >>> Ressaca, Ressaca, Ressaca, Ressaca...!
    >>>... não acho nenhum remédio
    >>> Não vou acordar ninguém pra pedir... é atestado de bêbabo
    >>> Volto pra cama... que tédio
    >>> Durmo, sonho que a dor de cabeça passa...
    >>> Merda... acordei de novo
    >>> Cadê a mão que enfia essa faca no meu cérebro? Me mata logo, desgraçado.
    >>> Calor, Frio, Calor... tudo se alterna. Ainda mais com o estômago embrulhado
    >>> Tomo água?... A cozinha está longe demais
    >>> Não quero vomitar também... so fico aqui deitado
    >>> Olho as horas... quase 7 horas já
    >>> Espero... que tudo vai melhorar, a dor vai passar...
    >>> Esperei...
    >>> E melhorei afinal.

    Conclusão que cheguei... viver é como enfrentar diariamente uma ressaca. Sempre que você se sente em condições adversas..., você se acha sozinho e tem tendências suicidas. Mas é so respirar fundo que uma hora, quando finalmente acordar para a realidade, verá que a única coisa que precisou fazer é dormir mais um pouco e não pensar em nada. Assim como os problemas aparecem (do nada)... eles tendem a desaparecer.

    (d-_-b 'Beyond the Mirror'- Pain of Salvation)
    23 september

    Sun Decade

    Aaaaah... algumas palavras somente na constante dicotomia oui/non

    Sim, curto me vestir de preto mas não odeio branco;
    tiro até onda na faculdade...
     
    Sim, gosto de metal, mas não sou alienado;
    simplesmente não ouço radio por opção...
     
    Sim, leio Descartes e Nietzsche, mas não vivo disso;
    nada melhor que falar merda com amigos...
     
    Sim, sou estúpidos às vezes, mas não com quem me importo;
    se fui contigo, repense no que fizeste...
     
    Sim, acho pessoas gordas abomináveis, mas não as quero mortas;
    me fazem sentir bem até...
     
    Sim, curto conhecer novas pessoas, mas não suporto afetados afeminados;
    tenham amor proprio...
     
    Sim, às vezes vivo em meu mundo à parte, mas não me excluo da sociedade;
    simplesmente dou um tempo das merdas que acontecem aqui fora...
     
    Sim, tenho momentos depressivos, mas não levo ninguém comigo pra baixo;
    afinal, não aguento os que vivem reclamando da vida...
     
    Sim, adoro dar uma de socialista neo-urban-hippie... mas não quero mudar o mundo
    o sistema ja está feito e atá agora não tive problemas com ele...
     
    Sim, tenho hojeriza à cultura em massa, mas não sou elitista;
    apenas tento viver acima do prosaico...

    Aff, ja falei merda demais

    (Ouvindo 'Oh My Goth!' - Razed in Black)
    07 september

    About someone

    Por onde vagas tu, profanos olhos
    Que de tanta lascívia m'inebria?
    Sozinho me sinto e penso em teu nome
    O mais bonito que a noite suspira
     
    Sinto teu corpo abraçado ao meu
    Quente e pulsando desejos ardentes
    Sob uma árvore que testemunha
    Dois corpos jovens unidos em mente
     
    Clamo-te, quero-te, mas não te amo
    Os sentimentos são outros mais nobres
    Um rubro cálice ofereço à Deusa
    Brindo o prazer que um vadio descobre

    "Ah, Ilusão"

    (Ouvindo 'Falling Tears' - Axel Rudi Pell)
     
    *